Author: André Freire

A história ensina-nos que muitos ditadores chegaram ao poder por via eleitoral, em eleições livres e justas, e convém aprender com as lições do passado… e, por outro lado, pode discutir-se da pertinência de integrar os contestatários da democracia no seu seio. E tais reflexões devem servir também para o jornalismo. Pela nossa parte, parece-nos mais adequada a estratégia do «cordão sanitário». ...

A plataforma de Bolsonaro, tal como as atitudes e orientações do candidato, são em geral descritas como iliberais. Todavia, tal classificação está em parte equivocada. É verdade que o candidato fez declarações explícitas a elogiar a ditadura militar e até alguns dos seus ilustres torturadores (como o coronel Carlos Brilhante Ustra), dizendo que a ditadura teve bons resultados, o seu maior problema foi não ter...

Dentro de dias realiza-se no Brasil a segunda volta das eleições presidenciais, em que se apresenta um candidato, Jair Bolsonaro, que promove o elogio da tortura e da ditadura, que propõe a discriminação das mulheres e o desprezo pelos pobres, representando uma cultura de ódio. Contra ele, quem assina este apelo manifesta a sua solidariedade com a democracia e com os direitos sociais do povo...

O livro de Mark Lilla, em boa hora editado pela Tinta da China, é uma obra de grande interesse para o debate sobre a crise e as (necessárias) transformações das estratégias da(s) esquerda(s) para combater a hegemonia da(s) direita(s) no debate público, acima de tudo, mas também nas instituições, problemas estes que não são apenas estado-unidenses, são também europeus....

Para a maioria de esquerdas poder seriamente apostar na sua reedição após 2019, e num futuro mais sólido, será preciso mais ousadia e determinação (do PS) na reposição de algum equilíbrio nas relações laborais, a verter num eventual novo acordo político…, e, para tal, uma transformação significativa do perfil e funções da UGT é também necessária, nomeadamente quanto ao papel dos socialistas no seu seio....

Originalmente publicado em 1995, o livro foi reeditado em 2018 com um novo (e longo) capítulo «A direita e as direitas agora», onde JNP nos fala dos novos desenvolvimentos da direita no mundo, desde o final dos anos 1990, com o 11 de setembro, Berlusconi, Putin, o Tea Party, Trump, a questão europeia e o Brexit, a imigração, o islão e o terrorismo, o populismo,...