No Maio de 68 0 pragmatismo fundiu-se com o idealismo utópico. Frases emblemáticas como “sejam realistas, exijam o impossível!”, “a imaginação ao poder”, “é proibido proibir!” ou “o futuro é agora!” são marcas indeléveis dessa geração. Mas também a recusa da ortodoxia marxista-leninista foi bem visível, desde logo, no título de um livro então acabado de publicar pelo mais carismático líder do Maio de 68...

O que é particularmente revelador e inquietante no mundo do associativismo estudantil é que ele obedece cada vez mais ao princípio do poder pelo poder. Explicando melhor: quem tem qualidades de liderança (leia-se, afirmação de força), em geral reconhecidas quase instintivamente pela “plebe”, pode aperfeiçoar os seus talentos de autoritarismo junto dos núcleos de acólitos que se mostram disponíveis para seguir cegamente as suas ordens....

Com a última declaração sobre o critério para equacionar a sua recandidatura à presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa abriu a caça ao vale tudo, esse animal que tanto pode ser o escaravelho como o mamute. E esse critério, exclusivo, seria a repetição dos acontecimentos do verão/outono de 2017. A deslealdade atinge, assim, o seu valor mais elevado na bolsa de valores quando afirma...

Na sua qualidade de sociólogo, o senhor Barreto tinha a obrigação de saber que antes de ser um sistema de prestação de cuidados de saúde, o SNS é e será sempre um assunto político, de tal maneira que levou à queda de um governo quando a designada lei Arnaut foi aprovada na AR. ...

Justificar a diminuição do défice orçamental em 2018 de 1,1% para 0,7% com o argumento de que os tempos são de incerteza e há que prevenir imponderáveis que se podem vir a verificar na economia mundial é colocar os serviços públicos à mercê da bruxa, do tarot ou da raspadinha. Considerando que aqueles 0,4 pontos percentuais se traduzem em 800 milhões de euros de que a saúde, a educação,...

Sessão em favor da «Liberdade para os presos políticos catalães», com  dois deputados de partidos portugueses (PS e BE), mais quatro representantes de forças sócio-políticas da Catalunha (Juntos pela Catalunha, ANC, ERC e CUP), e dois académicos empenhados. Na Assembleia da República, 6-4-2018, pelas 21h. É já esta sexta-feira, 21h, na Assembleia da República....

Só as ditaduras, as «democraduras» ou as «dictablandas», têm presos políticos. Só elas prendem dirigentes políticos e associativos legitimamente eleitos como representantes do povo e que nunca usaram da violência política para defender os seus ideais, acusando-os de crimes de "rebelião" e "sedição" para tal interpretando como "violência" o exercício do direito fundamental de manifestação ou de expressão. Nós, pelo contrário, não calamos a nossa...