A RUMINAR

Resta, portanto, dado o nervosismo que tomou conta de MRS, manter a serenidade. Não há nada como ele manter uma certa dose de indisfarçável irritação para os que vivem da opinião e do comentário terem à mão material suficiente que sustente as suas vocações e lhes dê alguns momentos de alegria e satisfação. E nem é pedir muito....

Sendo uma reforma com particular impacto sobre a vida das comunidades locais, a descentralização de competências ao favorecer o que é homogéneo no todo das diferenças nacionais, atribuindo poderes suficientes para tomar decisões sobre o que mais interessa às comunidades locais e para as quais há recursos que podem ser aproveitados e combinados da maneira a acelerar o desenvolvimento local e regional,...

Não foi pela falta de alertas sucessivos que teve de se chegar a esta tomada de posição pública, denunciando a situação da saúde dos portugueses e do desempenho do SNS. Os vinte e cinco signatários preferiram ser eles, enquanto apoiantes dos acordos de 10 de Novembro de 2015, a tomar a iniciativa de lançar o alerta para o que se está a passar do que...

Sendo este o governo que de momento representa a circunstância política em que Portugal se encontra, então esse governo tem de estar à altura dessa circunstância, que é de grande exigência e rigor sociais. As explicações são todas admissíveis, tenham elas a razoabilidade que tiverem, sobretudo quando são dadas no rescaldo dos acontecimentos. De momento o que importa, para além de acudir às...

Aspira-se à habitação como peça social dinamizadora das comunidades locais. Se, como defende o poeta, uma casa é a coisa mais séria da vida é porque nela se produzem os mais significativos acontecimentos vitais e rituais da vida, se criam e desenvolvem laços sociais, se acolhe, de onde se parte, onde se chega. A habitação é fundamentalmente o lugar dos encontros protegidos. Daí...

Se é verdade que “rebeldia” e “precariedade” rimam com a condição juvenil talvez seja oportuno propor uma reflexão onde se questiona qual desses termos se mostra, hoje em dia, mais pertinente para definir a atual juventude. Por outras palavras, será pela irreverência e rebeldia ou antes pela capacidade adaptativa que o chamado “precariado” pode deixar a sua marca na sociedade? É essa a questão que...

É na avaliação dos resultados que a igualdade de oportunidades é confirmada e validada. Quem ficou pelo caminho, porque ficou pelo caminho, quando ficou pelo caminho, o que socialmente não se fez para se ter ficado pelo caminho? Portanto, para a segunda metade do seu mandato, que começa já com a elaboração do Orçamento do Estado para 2018, o governo tem esta agenda política...

No dia a seguir à sua tomada de posse, o presidente francês Emmanuel Macron deslocou-se a Berlim para conversar com Angela Merkel. Fez exactamente o mesmo que o seu antecessor de triste memória François Hollande havia feito cinco anos antes. E parece que com o mesmo propósito: relançar o eixo franco-germânico na base de uma viragem política por parte dos teutões. Vale a pena fazer...

Nós é um romance distópico, da autoria do escritor russo Yevgeny Zamyatin (1884-1937), lançado em 1924 quando a revolução bolchevique vivia ainda a fase, que se seguiu de imediato ao termo da guerra civil entre vermelhos, brancos e verdes, em que a criatividade literária, artística e científica era estimulada pelo governo revolucionário. Mas a obra de Zamyatin - exilado em 1905 pelo czarismo, e mais...

1 - O alívio das correntes democráticas que se opõem ao autoritarismo, à xenofobia e ao racismo foi grande com a derrota da candidata da extrema-direita. Devem excluir-se destas aqueles setores, supostamente de esquerda, manifestamente indiferentes a uma eventual vitória de Marine Le Pen. 2 - Cerca de um terço dos votantes confiou em Le Pen. Uma posição clara e atempada da candidatura de J.-L. Mélenchon teria por certo limitado os danos. Não pode esquecer-se que dois terços dos seus ativistas, em referendo interno, defenderam o voto branco ou nulo. E que um número razoável dos seus eleitores apoiou agora a extrema-direita. Dir-se-á, pois, que em votos efetivos, a extrema-direita rondará os 20%, o que corresponde à votação na primeira volta das presidenciais.