A MARRAR

Se há alguma coisa que se passou nos últimos anos foram sucessivos colapsos de bancos privados que não deram em todos os casos falência porque foram ajudados por massivas injecções financeiras de dinheiros dos portugueses, com reflexos muito negativos nas contas públicas. Por isso, a palavra de ordem (para um governo de esquerdas) devia ser limitar as pornográficas remunerações dos banqueiros privados, por via fiscal...

O PSD em Lisboa, vai promover amanhã uma daquelas iniciativas de campanha que a comunicação social adora: a recriação da corrida entre o burro e o Ferrari. Para além da iniciativa estar mal recriada (de facto, Costa, candidatava-se a Loures, e queria demonstrar o quão difícil era entrar de manhã na capital, e não o quão difícil é deslocar-se de carro no centro da capital), o que...

O governo formado por António Costa vinte anos atras até podia aparecer como algo de muito natural. No fundo França, Espanha, Itália tiveram executivos baseados em alianças entre a socialdemocracia e a esquerda radical. Todavia, o que mostram os casos recentes Italiano Espanhol e Alemão, após a crise de 2008, os sociais democratas, ou, para melhor dizer, o centro esquerda, preferiram entrar em coligações com...

Esta liberdade de escolha constituiu-se para dar cordialmente a conhecer que o SNS está em declínio e que a vontade é pouca para o reabilitar e requalificar. O que é particularmente surpreendente e lamentável num governo saído dos acordos de 10 de Novembro de 2015. ...

Com a entrada na era da tecnocracia (anos oitenta, por aí…), o novo-riquismo apoderou-se das estruturas dirigentes, donde resultou o vazio da política e, em vez dela, cresceu a burocratização e os cargos de decisão reverteram-se nos principais locus de incubação dos novos lambe-cus. Do ponto de vista genético o lambe-cus é despojado de coluna vertebral, ao contrário dos seus antecedentes (os lambe-botas) que ainda...

Para cimentar a aliança, ou dito de outro modo, para que a solução de governo de esquerdas tenha condições para funcionar de forma estável e duradoura, é crucial ainda que os resultados da governação, ou seja, os outputs das políticas, sejam positivos e que todas e cada uma das forças políticas que compõem a solução possam reivindicar e apresentar claramente os seus contributos específicos e...

Portanto, inverter a austeridade assimétrica era algo absolutamente crucial para restaurar algum equilibro nas relações entre o capital e o trabalho, que a direita (2011-2015) tinha subvertido claramente em favor do capital, e isso o governo de esquerdas está claramente a fazer. Não é de somenos para uma política de esquerda, mesmo se se mantem uma significativa contenção (austeridade?!) em vários domínios, nomeadamente para cumprir...