A MARRAR

É a liberdade de imprensa e a normalização das relações com o Irão (moderado) que estão em causa no ataque à Aljazeera (e ao Qatar). Haverá causas mais importantes para o governo de esquerdas português se empenhar? Para a Europa progressista se empenhar? Cheguem-se à frente, por favor, com urgência!...

Os amigos, o amigo, são a família que se escolhe, e que se pode juntar à família constituída, ou não. Nuns casos são uma alternativa, noutros são um prolongamento, não deixando de ser, nalguns casos, um prolongamento alternativo da família sociologicamente e socialmente  definida, sobretudo quando a relação com os ascendentes e os descendentes passou a ficar enquadrada por manifestações rituais, mais ou menos intemporais. É uma selecção entre muitas possibilidades,...

O plural «juventudes» será provavelmente mais apropriado, até porque só em momentos extraordinários esta categoria sociológica pode emergir como sujeito coletivo. Entre a diversidade individualista e o grito de uma rebelião de massas pode distar apenas um pequeno passo, ou seja, entre os ambientes de consumo, alienação e excesso e as formas mais abertas de protesto coletivo existem vínculos socioculturais que importa não menosprezar. A...

Se é verdade que “rebeldia” e “precariedade” rimam com a condição juvenil talvez seja oportuno propor uma reflexão onde se questiona qual desses termos se mostra, hoje em dia, mais pertinente para definir a atual juventude. Por outras palavras, será pela irreverência e rebeldia ou antes pela capacidade adaptativa que o chamado “precariado” pode deixar a sua marca na sociedade? É essa a questão que...

Recentemente, três eventos políticos, dois nacionais e um internacional - que recebeu bastante atenção entre os nossos comentaristas políticos -, colocaram em destaque a necessidade de que o campo de esquerda ou centro-esquerda voltasse a se preocupar em ouvir mais a população ao definir suas pautas eleitorais. O primeiro deles, internacional, foi a eleição presidencial francesa que, se de um lado, mobilizou o receio de...

1 - O alívio das correntes democráticas que se opõem ao autoritarismo, à xenofobia e ao racismo foi grande com a derrota da candidata da extrema-direita. Devem excluir-se destas aqueles setores, supostamente de esquerda, manifestamente indiferentes a uma eventual vitória de Marine Le Pen. 2 - Cerca de um terço dos votantes confiou em Le Pen. Uma posição clara e atempada da candidatura de J.-L. Mélenchon teria por certo limitado os danos. Não pode esquecer-se que dois terços dos seus ativistas, em referendo interno, defenderam o voto branco ou nulo. E que um número razoável dos seus eleitores apoiou agora a extrema-direita. Dir-se-á, pois, que em votos efetivos, a extrema-direita rondará os 20%, o que corresponde à votação na primeira volta das presidenciais.