A MARRAR

“Você gostaria que fizessem isso com você? Se a resposta é não, logo - então - não o faça. ”  Essa foi uma expressão da minha infância, que me formou e a muitos que com ela conviveram. Toda vez que sento para escrever um texto, me surpreende o lembrar sobre o quê - minha saudosa avó Alaíde - me diria sobre ele. Professora do município...

Pode-se compreender, como Fausto, que o PSD deseje ardentemente superar a herança e a situação em que actualmente se encontra, negociando com Mefistófeles mais vinte e quatro anos de vida sem envelhecer para se dedicar aos prazeres da governação. Mas até nisto lhe falta o génio de Goethe para lhe escrever o guião da história....

Não vale a pena absolutizar a Constituição: numa ordem política democrática, quando o Estado de Direito e a democracia entram em conflito, então é preciso negociar e deliberar para encontrar uma saída, necessariamente de índole política. É isso que tem faltado em Espanha e na sua relação com a Catalunha....

Tenho por Francisco Assis amizade, consideração e respeito, desde que o conheci, era ele jovem estudante de Filosofia no Porto, por ocasião da primeira campanha eleitoral de Mário Soares - uma campanha que tivemos de fazer a pulso, longe da euforia que seria a segunda...

As instituições políticas, por muito que custe aos mais dogmáticos, devem grande parte da sua capacidade de sobrevivência à plasticidade com que acomodam o agenciamento humano, e como respondem diferenciadamente a cenários políticos novos. Assim sucede com o sistema de governo português, vulgarmente designado por semi-presidencialista, que desde que tomou a sua forma actual (na revisão constitucional de 1982) se tem moldado a diversas formas...

A declaração ao país do primeiro-ministro António Costa do passado dia 16 de Outubro, na sequência da morte de mais de 40 pessoas nos incêndios na zona Centro e Norte de Portugal, terá sido o momento político mais baixo e mais trágico deste governo e em particular deste político. Face ao colapso do estado que falhou no ordenamento, na prevenção, na previsão e por fim no...

O regime, tal como o conhecemos, precisa de um partido de centro-direita que seja forte. Credível. Sólido. Previsível. Preparado a todo o momento para ser poder. Na curta história da democracia Portuguesa esse partido foi o PPD-PSD. Entre outras funções ele assegura um PS com tino. Nos anos que levamos de democracia pós PREC os governos constitucionais foram sempre de inspiração social-democrata, ora liderados pelo PSD...