O filme é uma história do Portugal contemporâneo, desde a ditadura Estado Novo (começa em 1946, após o fim da II Guerra e o lifting do Estado Novo) até à democracia atual e à financeirização do capitalismo atual (termina em meados / finais dos anos 1990), vista a partir da vida de uma herdade e dos seus proprietários, sobretudo o seu pater famílias. ...

Um conjunto alargado de cidadãos portugueses, de várias extracções profissionais e político-ideológicas (académic@s, apresentador@s de TV, jornalistas, médicos, actores e actrizes, encenadores, realizadores de cinema, artistas plásticos, entre outras) assinam um manifesto / apelo ao voto com vista a uma reedição da maioria de esquerdas, com aliança de governo posterior, para o que, alegam, a maioria absoluta de um só partido seria um impedimento!...

Nesta trilogia de textos sobre a «Geringonça», que iniciei no texto anterior do JL e terminarei após as próximas eleições legislativas, focarei agora (II) nas questões da prospetiva. Recorde-se que os resultados da governação da dita «Geringonça» foram muito positivos e excederam todas as expetativas, seja na arena política, seja na arena económica. Como dissemos e demonstrámos no artigo anterior do JL (I), o PS...

Se eu estivesse num sistema com duplo voto, provavelmente votaria para reforçar os dois partidos à esquerda do PS, mas como só tenho um voto, apoiarei claramente o BE porque é aquele que me garante, em principio, uma maior influência para uma governação progressista na arena socioeconómica, um europeísmo crítico, e uma atitude firme em defesa da democracia em Portugal e no mundo....

Aproximando-se o final da XIII Legislatura e com eleições gerais marcadas para 6 de outubro, impõe-se um balanço do «governo de esquerdas», mas também alguma prospetiva. É precisamente isso que me proponho fazer no presente e, em principio, numa série de mais dois artigos a publicar em setembro e outubro. O presente texto (I) foca mais nas questões do balanço. O texto seguinte (II) focará...

O défice democrático europeu (leia-se na UE: União Europeia) consubstancia-se em vários elementos fundamentais. Em primeiro lugar, há várias instituições não eleitas (BCE, agências de regulação e direções gerais, etc.), ou com ténue pedigree democrático (a Comissão Europeia: CE, por exemplo), que têm um grande poder no funcionamento da UE. É a despolitização tecno-burocrática e a secundarização da democracia nacional pela burocracia europeia que tanto...

A existência de um acontecimento que é simultaneamente excepcional, supletivo e temporário é o algoritmo perfeito da redundância, da sua nulidade, tão improvável que para ser enunciada deve ser procurada a razão da sua enunciação. E, salvo melhor explicação, ela, a redundância, não passará então de uma construção para ocultar os acontecimentos que em devido tempo darão entrada no sítio onde hão-de ter lugar....